domingo, 22 de maio de 2011

Eis as primeiras cenas do processo criativo apresentadas ao público...

Nossa primeira apresentação pública foi maravilhosa!
Antes de apresentarmos estávamos um tanto ansiosas e sem ter certeza se queríamos apresentar, mas "fugir" por que? Uma das premissas importantes num processo criativo é saber como é a percepção do público perante ao que foi produzido, podemos assim ter noção do que está no caminho certo e do que precisamos mudar.
Ao final ficamos lisonjeadas e muito felizes pela recepção, pelos elogios e pelas sugestões que o público nos deu. Obrigada a todos que compareceram. Agradecimentos especiais ao nosso querido assessor cênico em Teatro de Sombras e diretor da Cia Teatro Lumbra de Animação. Já estamos com saudades.

Assistam e deixem seus comentários:

Vídeos do Processo Criativo das cenas com Teatro de Sombras

A oficina com Alexandre Fávero foi muito produtiva. Momentos de tensão, de frustrações, de descobertas, de deslumbramentos, de sensações que até então não conseguíamos ter consciência, mas com a prática tornaram-se percepções que serão utilizadas pelo resto de nossas vidas.
Confiram alguns vídeos que mostram os bastidores deste processo na criação de algumas cenas do espetáculo "Odisséia":



terça-feira, 17 de maio de 2011

A PASSAGEM PELO ESTREITO DE MESSINA

Nossa passagem (que é longa) está sendo bem estreita sim. Com todas nossas forças, olhares atentos e corpos em movimento constante, mesmo que parecendo estáticos, estamos tomando todo o cuidado para não sermos abocanhados por Cila ou puxados de surpresa por Caríbdis.
Buscamos sempre o melhor com a supervisão e direção de Fávero e Balardim. A cada ensaio aprimoramos nossa percepção de tudo o que nos rodeia no espaço cênico tentando abandonar a dita "razão".
A Passagem pelo Estreito de Messina é a nossa primeira cena que começa a tomar "corpo".
Confira o vídeo e deixe seus comentários:

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CARTOGRAFIA DO RETORNO PARA ÌTACA

Sucessão de eventos ocorridos com Odisseu e seus marinheiros, em ordem cronológica, desde o fim da Guerra de Tróia até a chegada em seu reino:

1. Partida de Tróia
2. Chegada no País dos Cícones, em Ismaros
3. Chegada no País dos Lotófagos
4. Chegada na Terra dos Cíclopes; encontro com Polifemo; início da vingança de Posêidon
5. Chegada na Ilha flutuante de Eólia (ficam um mês com Éolo)
6. Partida da Eólia (navegam nove dias e nove noites)
7. Retorno à Eólia (causado pela liberação dos ventos aprisionados no odre de Odisseu)
8. Nova partida da Eólia (navegam seis dias e seis noites)
9. Chegada à ilha dos gigantes Lestrigões
10. Chegada na Ilha de Eéia; transformação dos marinheiros em animais; intervenção de Hermes; encontro de Odisseu com Circe (fica um ano na ilha)
11. Excursão pelo Hades; encontro com os mortos, previsões de Tirésias
12. Retorno à Ilha de Circe
13. Passagem pela Ilha das sereias
14. Passagem pelo Estreito Rochoso de Messina, entre Itália e Cecília: encontro com Cila e Caríbdis
15. Chegada na Ilha Trinácia, a Ilha de Hélio: a profanação do rebanho sagrado
16. Partida da Ilha de Hélio; o barco é castigado por ventos
17. Retorno até Caríbdis; o barco é estraçalhado; Odisseu agarra-se numa figueira e escapa do sorvedouro. Odisseu fica sozinho, à deriva, por nove dias
18. Chegada na Ilha de Ogígia; encontro com Calipso; (Odisseu fica por lá sete anos). Intervenção de Hermes, a pedido dos deuses, para que Odisseu seja libertado
19. Partida da Ilha de Calipso (Odisseu navega por dezoito dias numa jangada); Posêidon lança uma tempestade. A deusa Leocótea, em forma de Gaivota, salva-o
20. Odisseu chega à na praia de Esquéria, na Feácia. Ajudado pela princesa Nausícaa, chega ao palácio do Rei Alcino e narra suas aventuras, da partida de Troia até sua chegada até alí
21. Partida para Ítaca, com a ajuda dos Feáceos
22. Chegada à Itaca e massacre dos pretendentes

sexta-feira, 13 de maio de 2011

SEXTA-FEIRA TREZE...CREDO!!

Bom...crendices à parte...vai aí uma segunda postagem para hoje!!
O vídeo foi feito durante exercício de sensibilização da oficina de Alexandre Fávero, focando na temática da ODISSÉIA.


video

CARTILHA BRASILEIRA DE TEATRO DE SOMBRAS



O texto abaixo é de autoria de Alexandre Fávero e compõe o terceiro capítulo de sua Cartilha Brasileira de Teatro de Sombras e pode ser consultada no blog dramasombra.blogspot.com.
As fotos são da oficina ministrada por ele para a turma de Montagem Teatral.


Dicas para trabalhar com a sombra


-Não perca a sua própria e as demais sombras de vista. Isso vale para projeções de objetos, figuras e silhuetas.

-Amplie ao máximo a visão periférica e exercite o olhar oblíquo, de canto de olho. Não é necessário olhar diretamente para a sombra, mas é fundamental mantê-la no campo de visão periférica. Pratique a mirada rápida e o olhar em varredura apenas com os olhos, sem movimentar a cabeça. A dissociação de movimentos é fundamental para alcançar esses resultados. Se a ação necessita de uma oposição ao campo visual, alterne movimentos que resgatem o olhar atento à cena.

-Diferencie liberdade criativa e rigor técnico durante as brincadeiras, nos jogos, na criação de cena, na improvisação, na marcação e na direção. Cada momento exige um nível de atenção diferente. Saiba aproveitar ao máximo cada um deles!

-A sombra corporal necessita de telas e espaços grandes. As sombras podem ser comparadas com os animais - quando acuados reagem de forma imprevisível. Espaços restritos podem apresentar timidez, desobediência, desprezo e revolta. Cultive a generosidade espacial com a sombra corporal!

-Utilize e exercite a voz como ferramenta expressiva durante a atuação. As sombras falam e cantam através do nosso corpo. Ajude-as!

-Concentre-se antes de cada experiência, exercício ou treinamento, mas sem tencionar o corpo. Busque e encontrar o conforto físico durante a atuação. O público percebe claramente quando as sombras não estão à vontade e isso depende da consciência corporal.

-Tenha vigor, energia e potência sem perder a elegância, leveza e sutileza nos movimentos. As sombras devem fluir como um poema declamado, alternando sempre que possível os ritmos para evitar a monotonia. Isso pode ser alcançado imprimindo nas dinâmicas situações cênicas que sugiram a repetição, alternância descontínua, explosão repentina, imobilidade, tensão, sincronia, espelhamento, diluição, desequilíbrio e outras qualidades sugestivas. As coreografias da dança oferecem boas referências. 

-Seja econômico na aplicação da energia cênica. A cena dramática exige fôlego para ter continuidade.

-Atue com objetividade e ritmo na cena. Precisão e rapidez fora de cena.

-Simplicidade antes da complexidade torna a informação mais clara. Comece com o óbvio e desdobre-o em algo surpreendente para si e para os outros.

-Vá direto ao objetivo e não abuse de efeitos. O mais difícil é ter a história, depois disso, os suplementos da cena fazem mais sentido.

-Quando as projeções são dirigidas ao público, as sugestões podem funcionar melhor do que diversas intenções calculadas e discutidas nos ensaios. A intuição e a capacidade investigativa precisam de rigorosa avaliação para encontrar a simplicidade.

-Durante as experiências coletivas, onde é importante o jogo cênico, indique de forma clara quais as intenções. Telegrafe, preparando cada próxima ação de forma óbvia para que o colega perceba e interaja com segurança. Ritmos mais lentos são importantes para a segurança coletiva nas primeiras experiências.

-Nas experimentações contracene com o foco de luz, utilize conscientemente o espaço, simplifique as idéias e amplie a expressividade da sombra. A potência dessa arte está ligada ao simbolismo e às metáforas mais universais.

-Registre em texto, desenho, foto ou vídeo as idéias e sensações. A experiência necessita de planejamento, objetividade, observação e avaliação dos resultados.

terça-feira, 10 de maio de 2011

IDÉIA DO CORO

No nosso último ensaio, apareceu a idéia de um coro de mulheres que pudessem iniciar com um prólogo da história...mas um coro que possuísse uma dinânima de ocupação e escultura do espaço, através de uma movimentação corporal intensa, produzindo associações entre movimentos e palavras.

Eu imagino que a iluminação pode contribuir muito para criar uma tensão na cena. A luz, operada pelas atrizes poderão criar uma densidade com as sombras...não uma cena de teatro de sombras...mas aproveitar a significância das sombras provocadas como elemento narrativo, simbólico...fazer a história emergir da escuridão, da memória do tempo...divagações!

Hoje iniciaremos a oficina com o Fávero...muita expectativa do grupo...é bom arejar as idéias com uma visão de fora.

E aqui vai o trecho inicial que escrevemos para o coro:


Dez anos perduraram de batalhas entre Gregos e Troianos.
A disputa pela bela Helena trouxe sangue e perdas para ambas fileiras:
Para os Troianos, o bravo Heitor, e para os Gregos, o incomparável Aquiles.
Mas a artimanha que daria fim à guerra viria do astuto Odisseu, inspirado no deus Posêidon:
Um imenso cavalo de madeira ofertado aos troianos.
Esse presente grego, recheado de guerreiros, penetrou os portões de Troia e encerrou com a década de sofrimento em lutas.
Os gregos, armados, saíram da robusta escultura equina e espalharam-se pela cidade ao anoitecer. Mataram soldados e aprisionaram Rei e Rainha.
Helena foi levada por seu marido Menelau de volta à Esparta e cada um dos combatentes gregos voltou para sua terra.
Todos regressaram, menos Odisseu e seus belicosos marinheiros. A fúria de Posêidon recaiu sobre Odisseu, protegido da deusa Atenas.
Esta é a história da volta de Odisseu para sua ilha de Ìtaca, onde era rei.

domingo, 8 de maio de 2011

CIA TEATRO LUMBRA DE ANIMAÇÃO MINISTRA OFICINA DE TEATRO DE SOMBRAS E PALESTRA GRATUITA NO CEART/UDESC

A renomada companhia internacional, representada pelo diretor Alexandre Fávero, especialista em teatro de sombras e pesquisador dessa linguagem em suas amplas formas dramatúrgicas contemporâneas, estará em Florianópolis entre os dias 09 e 19 de maio de 2011.
A vinda desse expoente brasileiro da arte da animação é uma iniciativa da turma X da disciplina de Montagem Teatral I, orientada pelo Prof° Paulo Balardim.
A temática de montagem da turma orbita sobre a Odisséia, de Homero: uma das mais importantes obras literárias do ocidente.
A aproximação da encenação com a linguagem do teatro de sombras será o mote da oficina ministrada exclusivamente para os alunos da disciplina e para o Grupo de Estudos de Teatro de Animação da UDESC, coordenado pelo Prof° Valmor Nini Beltrame.
O fato de Fabiana Lazzari acolher o trabalho de Alexandre Fávero como objeto de sua dissertação de mestrado, aliado ao seu engajamento na disciplina de Montagem Teatral, facilitou a concretização da proposta dessa oficina.

Mas, para que todos os alunos do CEART possam conhecer o trabalho da cia Lumbra, bem como a nova pesquisa "Dramaturgia das sombras" de Alexandre Fávero - financiada pelo FUMPROARTE de Porto Alegre,
haverá uma palestra-demonstração aberta ao público no dia 19 de maio, às 19h e 30min, no espaço 2 do DAC.

Saiba mais, acessando os sites:

http://www.clubedasombra.com.br/
http://www.dramasombra.blogspot.com/
http://www.odisseia-montagem2011.blogspot.com/







CRÉDITOS DAS FOTOS: Acervo da Cia Teatro Lumbra de Animação
TEXTO: Paulo Balardim

Volta por cima!

A vida segue e nosso espetáculo começa a se encaminhar...
Nestas últimas duas semanas depois de alguns percalços superados começamos a visualizar um pequeno esboço de nosso espetáculo. Creio que estamos mais conscientes para o processo, com disponibilidade para criar e prontas para superar outros obstáculos que venham a surgir!
Odisseu teve que superá-los durante 10 anos para voltar a sua terra, nós estamos só começando!
Vejam um dos e-mails que recebemos do nosso diretor a respeito do trabalho desta semana:

Simpatia do trava-línguas
(repita três vezes sem piscar os olhos, numa perna só, antes de dormir)

A ilha de Hélio não é a ilha de Éolo
Eólia de Éolo a ilha é, não de Hélio.
Eéia é outra ilha, de quem a ilha é?
Nem de Hélio, nem de Éolo...
E que Zeus nos proteja!


Parabéns, meninas, pelo dia vencido de hoje!
Vocês estavam muito bem...dispostas e com garra!
Assim a coisa anda muito...pra frente!
O trabalho é árduo e cada vez maior...assim a gente vai se desenvolvendo aos poucos...
Podem ter certeza que o trabalho vai compensar: trabalhar com a matéria de nossa própria alma, vencer medos e explorar novas possibilidades de existência é o trabalho do ator...vamos desenvolvendo nossa capacidade de mobilizar energias.
Cada dia devemos acordar com a certeza que teremos uma vitória! Dia vencido, existência cumprida.
Paulo Balardim - 05/05/2011


Muitas risadas via e-mail surgiram em função do trava línguas! É isso aí, a vida segue!

Fiquem com três fotinhos de um dos ensaios: