segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Apresentações em Florianópolis!

E atenção as datas de apresentações em Florianópolis:

04,11,18,25/OUT e 01/NOV de 2011
Horário: 19 horas
Local: Espaço 2 - CEART/UDESC


No 07 de outubro (quinta-feira) faremos "ensaio aberto" no Festival de Teatro de Formas Animadas em Jaraguá do Sul, SC.

Venha fazer parte dessa aventura conosco!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A estreia se aproxima!

Enfim a estreia está próxima e o "frio na barriga" já se instala em nossos corpos, mas é essa uma das características que nos mantém presentes e com mais vontade de atuar!
Nesses últimos dois meses alguns percalços aconteceram:
  • Ensaios previstos para julho não deram certo, em função da dependência do espaço da UDESC, que estava em reforma;
  • Rinites devido as grandes mudanças de temperaturas;
  • defesa de mestrado de quem vos escreve;
  • inseguranças e dilemas a serem resolvidos;
  • dúvidas que estagnaram o processo criativo.
Porém tudo isso só nos deu mais força e nos fez acreditar na equipe buscando superar os momentos de incertezas. Nas últimas duas semanas começamos a perceber o potencial da ODISSEIA no palco, pois os ensaios já não têm mais tantas paradas para resoluções técnicas, estamos ganhando ritmo. O caminho é longo, a ODISSEIA ainda não começou, estamos na Guerra de Tróia tentando vencer os obstáculos, a ODISSEIA começará mesmo no dia da estréia, que divulgaremos no final da próxima semana.
Confiram algumas fotos dos ensaios:






domingo, 22 de maio de 2011

Eis as primeiras cenas do processo criativo apresentadas ao público...

Nossa primeira apresentação pública foi maravilhosa!
Antes de apresentarmos estávamos um tanto ansiosas e sem ter certeza se queríamos apresentar, mas "fugir" por que? Uma das premissas importantes num processo criativo é saber como é a percepção do público perante ao que foi produzido, podemos assim ter noção do que está no caminho certo e do que precisamos mudar.
Ao final ficamos lisonjeadas e muito felizes pela recepção, pelos elogios e pelas sugestões que o público nos deu. Obrigada a todos que compareceram. Agradecimentos especiais ao nosso querido assessor cênico em Teatro de Sombras e diretor da Cia Teatro Lumbra de Animação. Já estamos com saudades.

Assistam e deixem seus comentários:

Vídeos do Processo Criativo das cenas com Teatro de Sombras

A oficina com Alexandre Fávero foi muito produtiva. Momentos de tensão, de frustrações, de descobertas, de deslumbramentos, de sensações que até então não conseguíamos ter consciência, mas com a prática tornaram-se percepções que serão utilizadas pelo resto de nossas vidas.
Confiram alguns vídeos que mostram os bastidores deste processo na criação de algumas cenas do espetáculo "Odisséia":



terça-feira, 17 de maio de 2011

A PASSAGEM PELO ESTREITO DE MESSINA

Nossa passagem (que é longa) está sendo bem estreita sim. Com todas nossas forças, olhares atentos e corpos em movimento constante, mesmo que parecendo estáticos, estamos tomando todo o cuidado para não sermos abocanhados por Cila ou puxados de surpresa por Caríbdis.
Buscamos sempre o melhor com a supervisão e direção de Fávero e Balardim. A cada ensaio aprimoramos nossa percepção de tudo o que nos rodeia no espaço cênico tentando abandonar a dita "razão".
A Passagem pelo Estreito de Messina é a nossa primeira cena que começa a tomar "corpo".
Confira o vídeo e deixe seus comentários:

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CARTOGRAFIA DO RETORNO PARA ÌTACA

Sucessão de eventos ocorridos com Odisseu e seus marinheiros, em ordem cronológica, desde o fim da Guerra de Tróia até a chegada em seu reino:

1. Partida de Tróia
2. Chegada no País dos Cícones, em Ismaros
3. Chegada no País dos Lotófagos
4. Chegada na Terra dos Cíclopes; encontro com Polifemo; início da vingança de Posêidon
5. Chegada na Ilha flutuante de Eólia (ficam um mês com Éolo)
6. Partida da Eólia (navegam nove dias e nove noites)
7. Retorno à Eólia (causado pela liberação dos ventos aprisionados no odre de Odisseu)
8. Nova partida da Eólia (navegam seis dias e seis noites)
9. Chegada à ilha dos gigantes Lestrigões
10. Chegada na Ilha de Eéia; transformação dos marinheiros em animais; intervenção de Hermes; encontro de Odisseu com Circe (fica um ano na ilha)
11. Excursão pelo Hades; encontro com os mortos, previsões de Tirésias
12. Retorno à Ilha de Circe
13. Passagem pela Ilha das sereias
14. Passagem pelo Estreito Rochoso de Messina, entre Itália e Cecília: encontro com Cila e Caríbdis
15. Chegada na Ilha Trinácia, a Ilha de Hélio: a profanação do rebanho sagrado
16. Partida da Ilha de Hélio; o barco é castigado por ventos
17. Retorno até Caríbdis; o barco é estraçalhado; Odisseu agarra-se numa figueira e escapa do sorvedouro. Odisseu fica sozinho, à deriva, por nove dias
18. Chegada na Ilha de Ogígia; encontro com Calipso; (Odisseu fica por lá sete anos). Intervenção de Hermes, a pedido dos deuses, para que Odisseu seja libertado
19. Partida da Ilha de Calipso (Odisseu navega por dezoito dias numa jangada); Posêidon lança uma tempestade. A deusa Leocótea, em forma de Gaivota, salva-o
20. Odisseu chega à na praia de Esquéria, na Feácia. Ajudado pela princesa Nausícaa, chega ao palácio do Rei Alcino e narra suas aventuras, da partida de Troia até sua chegada até alí
21. Partida para Ítaca, com a ajuda dos Feáceos
22. Chegada à Itaca e massacre dos pretendentes

sexta-feira, 13 de maio de 2011

SEXTA-FEIRA TREZE...CREDO!!

Bom...crendices à parte...vai aí uma segunda postagem para hoje!!
O vídeo foi feito durante exercício de sensibilização da oficina de Alexandre Fávero, focando na temática da ODISSÉIA.


CARTILHA BRASILEIRA DE TEATRO DE SOMBRAS



O texto abaixo é de autoria de Alexandre Fávero e compõe o terceiro capítulo de sua Cartilha Brasileira de Teatro de Sombras e pode ser consultada no blog dramasombra.blogspot.com.
As fotos são da oficina ministrada por ele para a turma de Montagem Teatral.


Dicas para trabalhar com a sombra


-Não perca a sua própria e as demais sombras de vista. Isso vale para projeções de objetos, figuras e silhuetas.

-Amplie ao máximo a visão periférica e exercite o olhar oblíquo, de canto de olho. Não é necessário olhar diretamente para a sombra, mas é fundamental mantê-la no campo de visão periférica. Pratique a mirada rápida e o olhar em varredura apenas com os olhos, sem movimentar a cabeça. A dissociação de movimentos é fundamental para alcançar esses resultados. Se a ação necessita de uma oposição ao campo visual, alterne movimentos que resgatem o olhar atento à cena.

-Diferencie liberdade criativa e rigor técnico durante as brincadeiras, nos jogos, na criação de cena, na improvisação, na marcação e na direção. Cada momento exige um nível de atenção diferente. Saiba aproveitar ao máximo cada um deles!

-A sombra corporal necessita de telas e espaços grandes. As sombras podem ser comparadas com os animais - quando acuados reagem de forma imprevisível. Espaços restritos podem apresentar timidez, desobediência, desprezo e revolta. Cultive a generosidade espacial com a sombra corporal!

-Utilize e exercite a voz como ferramenta expressiva durante a atuação. As sombras falam e cantam através do nosso corpo. Ajude-as!

-Concentre-se antes de cada experiência, exercício ou treinamento, mas sem tencionar o corpo. Busque e encontrar o conforto físico durante a atuação. O público percebe claramente quando as sombras não estão à vontade e isso depende da consciência corporal.

-Tenha vigor, energia e potência sem perder a elegância, leveza e sutileza nos movimentos. As sombras devem fluir como um poema declamado, alternando sempre que possível os ritmos para evitar a monotonia. Isso pode ser alcançado imprimindo nas dinâmicas situações cênicas que sugiram a repetição, alternância descontínua, explosão repentina, imobilidade, tensão, sincronia, espelhamento, diluição, desequilíbrio e outras qualidades sugestivas. As coreografias da dança oferecem boas referências. 

-Seja econômico na aplicação da energia cênica. A cena dramática exige fôlego para ter continuidade.

-Atue com objetividade e ritmo na cena. Precisão e rapidez fora de cena.

-Simplicidade antes da complexidade torna a informação mais clara. Comece com o óbvio e desdobre-o em algo surpreendente para si e para os outros.

-Vá direto ao objetivo e não abuse de efeitos. O mais difícil é ter a história, depois disso, os suplementos da cena fazem mais sentido.

-Quando as projeções são dirigidas ao público, as sugestões podem funcionar melhor do que diversas intenções calculadas e discutidas nos ensaios. A intuição e a capacidade investigativa precisam de rigorosa avaliação para encontrar a simplicidade.

-Durante as experiências coletivas, onde é importante o jogo cênico, indique de forma clara quais as intenções. Telegrafe, preparando cada próxima ação de forma óbvia para que o colega perceba e interaja com segurança. Ritmos mais lentos são importantes para a segurança coletiva nas primeiras experiências.

-Nas experimentações contracene com o foco de luz, utilize conscientemente o espaço, simplifique as idéias e amplie a expressividade da sombra. A potência dessa arte está ligada ao simbolismo e às metáforas mais universais.

-Registre em texto, desenho, foto ou vídeo as idéias e sensações. A experiência necessita de planejamento, objetividade, observação e avaliação dos resultados.